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Sexta-feira, Abril 29, 2005


De Tancredo a Lula, o Brasil atônito

por Mário Araújo Filho (*)

O 20º vigésimo aniversário da morte do presidente eleito Tancredo Neves suscita reflexões sobre a curiosa e dramática trajetória política do Brasil. A eleição de Tancredo, em 85, no Colégio Eleitoral - pela via indireta, portanto ---significara a pá-de-cal sobre o regime autoritário implantado em 64. A sociedade não havia conquistado (em 84) as Diretas-Já para presidente, mas viria a derrotar definitivamente o regime discricionário; não no campo desejado, mas no politicamente possível - o da escolha indireta do supremo mandatário da Nação. E deu Tancredo, a quem caberia liderar o processo de transição para a democracia.

Com esse desfecho, confirmava-se o acerto da política de frente democrática, de amplas alianças, da unidade de forças políticas heterogêneas pela democracia. Lição histórica também para os segmentos sectários de esquerda, da política do confronto e que, em passado recente, haviam abraçado a aventura da luta armada e a inconseqüência do voto nulo. Vale lembrar que o PT chegou a decidir-se pela expulsão de três deputados federais por terem comparecido ao Colégio Eleitoral para votar em Tancredo Neves. Tancredo não chegaria a assumir e - ironia histórica - chega à presidência da República um ícone da sustentação ao regime autoritário, dirigente da Arena e do PDS, José Sarney. Curioso, sofrido e dramático percurso, esse da reconquista da democracia no Brasil...

Mais tarde, em 89, viriam as eleições diretas para presidente, e o eleitorado conduz ao poder Fernando Collor, de lá apeado por pressão da própria sociedade, sob evidências de prática de corrupção. É de se aquilatar as expectativas geradas e frustradas no seio do povo: apostar no retorno à democracia, no poder civil, eleger diretamente o presidente - depois de mais de duas décadas impedido de fazê-lo - para tudo acabar em enorme decepção.

A partir de 1995, viriam os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, cujo saldo mais significativo foi a contenção da inflação, o Real e a conquista da estabilidade econômica, em um quadro de consolidação da democracia. Importantes êxitos, mas insuficientes para solucionar os graves problemas sociais e econômicos do País.

Contra esse modelo é que se elege Lula em 2002, prometendo mudanças radicais na política econômica e prioridade ao campo social. E o que se vê dois anos e meio depois? Um governo que comemora os resultados da política "neoliberal" que combatia e à qual aderiu, depois de ter sido eleito exatamente por (e para) se opor a ela. Governo cuja incompetência mais flagrante está onde se esperaria que um governo à esquerda desse um baile sobre os "neoliberais" e a chamada "direita": nas políticas sociais. Quantos sustos mais a política e a história reservam ao povo brasileiro?

(*) Professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)


Publicado no "Diário da Borborema" em 28/04/2005






Quinta-feira, Abril 28, 2005

O presidente que patina...O ESPETÁCULO DO DESPREPARO CONTINUA...

"Lula tem atitude parecida com a de Maria Antonieta", diz professor de ética
UOL News, 27/04/2005

Da Redação

Não param de chegar à redação do UOL News e-mails de internautas indignados com as últimas declarações do presidente Lula. Anteontem, o petista chamou os brasileiros de acomodados, afirmando que, em vez de reclamar dos juros altos cobrados pelos bancos, eles deveriam "levantar o traseiro da cadeira" e pechinchar juros menores no mercado. Menos de 24 horas depois, o presidente falou que a taxa básica de juros brasileira -hoje em 19,5%- não impede o crescimento da economia.

As duas afirmações foram contestadas por autoridades, economistas e políticos. "Lula tem manifestado uma atitude que se aproxima muito de Maria Antonieta. Todos sabem a história dela: quando perguntada sobre o que o povo comeria, se não tinha pão, ela respondeu: 'que coma bolo' ", comparou Roberto Romano, professor de ética da Unicamp. "Este é um comportamento que se espera de dondocas, de pessoas que não têm maior conhecimento ou responsabilidade, não de um Presidente da República."

Em entrevista ao UOL News nesta quarta-feira, Romano disse que "o povo brasileiro está pagando por não ter levado muito a sério o fato de que o presidente Lula não tem formação" para exercer o cargo.

"Já deveria ter pedido demissão"

"Eu nem poderia dizer que ele dirige uma economia e uma sociedade dificílimas como se fossem um sindicato, pois o dirigente sindical hoje sabe que o juro é regido por uma determinada política, que não há como baixar juros saindo de um banco e entrando em outro, e que essa política de juros altos está diminuindo o emprego, a capacidade da indústria brasileira, etc. Então, nem dirigente sindical ele é."

Para Romano, Lula deveria parar com os discursos de improviso e se limitar a ler os textos preparados por seu "escritor, que, aliás, é um ministro e escreve muito bem".

"Desde o começo do governo, Lula usa a palavra pública para mostrar preconceito contra a mulher. No caso, disse que era 'homem macho, pernambucano', que 'emprenhou rapidamente' a sua senhora. Ele perdeu o decoro e não teve respeito pelo próprio cargo. Uma série de outras falas mostra que ele não está preparado inclusive psicologicamente para exercer esse mandato", avaliou. "Numa República séria, ele já deveria ter pedido demissão, aliás, não deveria ter se candidatado."

Conforto

O professor acredita que o presidente faz esse tipo de declaração porque se sente confortável com a imensa quantidade de votos que recebeu na eleição para presidente. "Se o número de votos diminuir sensivelmente na próxima eleição, mesmo que Lula seja reeleito, eles (os integrantes do PT) perceberão que não agradaram uma parte considerável da sociedade e dos eleitores."

Romano, porém, não vê oposição forte a Lula para "empolgar" a eleição de 2006. "É preciso que a oposição deixe de ser polida com o governo e passe a bater forte."

Ele sugere que a sociedade se mobilize. "Devemos nos unir e, se necessário, ir à rua, para protestar contra esse desrespeito à cidadania: pessoas que trabalham são acusadas de preguiçosas por alguém que não trabalha há muito tempo. Aliás, se ele tivesse mantido seu emprego saberia o quanto custa pagar juros como o brasileiro está pagando."

Para quem tem acesso ao UOL, é possível ver a entrevista em video do professor Roberto Romano, eleitor histórico (e arrependido) do PT.

Veja também a nota do PPS/PDT: Escárnio ao povo brasileiro.






Segunda-feira, Abril 25, 2005

DO INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS DA USP:

Leia sobre AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA:

CONFERÊNCIA
A Autonomia Universitária - Extensão e Limites
Eunice R. Durham
Professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e diretora científica do Núcleo de Pesquisa sobre Ensino Superior da USP.

ARTIGO
Aspectos Jurídicos da Autonomia Universitária no Brasil
Nina Beatriz Stocco Ranieri
Professora doutora do Departamento de Direito do Estado da Faculdade de Direito da USP e secretária geral da USP

Leia sobre PÓS-GRADUAÇÃO:

CONFERÊNCIA
O Futuro da Pós-Graduação Brasileira
Francisco César de Sá Barreto
Professor titular aposentado do Departamento de Física do Instituto de Ciências Exatas da UFMG, da qual foi reitor. Foi secretário Nacional de Ensino Superior e membro do Conselho Superior da Capes.

Leia sobre FINANCIAMENTO DAS IES:

CONFERÊNCIA
O Financiamento das Instituições de Ensino Superior no Brasil
Jacques Schwartzman
Professor da Faculdade de Ciências Econômicas (Face) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais. Foi diretor da Face e pró-reitor de Planejamento da UFMG. Integrou a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional da Educação.





Domingo, Abril 24, 2005




Novidades (?) do Poder Legislativo


Deputados e senadores sob investigação

De Edson Sardinha e Rafael Godoi no site "Congresso em Foco":
"Um em cada seis membros do Congresso Nacional responde a algum tipo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão responsável pelo julgamento de processos contra parlamentares federais apura o envolvimento de 102 dos 594 congressistas em 185 denúncias criminais.
Os crimes contra a administração pública, a ordem tributária e a legislação eleitoral representam praticamente a metade de todas as acusações (48,7%). Nessa incômoda lista, figuram ainda suspeitas de seqüestro, de responsabilidade em homicídio e de violação ao sistema financeiro nacional, entre outras (leia mais).
Levantamento feito pelo Congresso em Foco nos últimos três meses revela que 20 dos 81 senadores - ou seja, 24,7% deles - devem algum tipo de explicação à Justiça em 39 casos. A Casa legislativa que reúne o maior número de ex-governadores supera a Câmara, em termos proporcionais, na relação dos parlamentares que respondem a questionamentos judiciais. Ao todo, 82 dos 513 deputados, ou 16%, aparecem em 146 investigações acolhidas pelo Supremo a pedido do Ministério Público Federal."

(terceirizei de Ricardo Noblat, em 12/04/2005).

Será que é daí que vem a expressão "crime organizado"?








Blog também é... direito à bobagem

Saiu em Ricardo Noblat:

13/04/2005 20:15

Por que você atravessa a rua

*Por que o Ariano atravessou a rua?
Certamente para bater boca com alguém que estava do outro lado.

*Por que o Taurino atravessou a rua?
Porque encasquetou com a idéia.

*Por que o Geminiano atravessou a rua?
Se nem ele sabe, como é que eu vou saber?

*Por que o Canceriano atravessou a rua?
Porque estava se sentindo só e abandonado deste lado de cá.

*Por que o Leonino atravessou a rua?
Para chamar a atenção, sair nos jornais, revistas, etc.

*Por que o Virginiano atravessou a rua?
Ele ainda não atravessou porque está medindo a largura da rua, a velocidade dos carros, se essa experiência é válida, qual seria a melhor hora de atravessar essa rua, etc...

*Por que o Libriano atravessou a rua?
Nem precisou atravessar. Alguém acabou oferecendo carona para ele.

*Por que o Escorpiano atravessou a rua?
Porque era proibido.

*Por que o Sagitariano atravessou a rua?
Porque a idéia pareceu maneira e deu vontade.

*Por que o Capricorniano atravessou a rua?
Porque foi pechinchar nas lojas do outro lado.

*Por que o Aquariano atravessou a rua?
Porque isso faz parte de uma experiência que trará incontáveis avanços tecnológicos no futuro.

*Por que o Pisciano atravessou a rua?
Que rua?

(Texto que circula na internet.)
enviada por Ricardo Noblat





Sexta-feira, Abril 22, 2005

IMPOSTÔMETRO


Clique na imagem:



Leia:
Contra os impostos, o impostômetro
O Estado de S.Paulo, 21/04/2005
Empresários protestam contra a carga tributária com um painel mostrando quanto o brasileiro paga à União, Estados e municípios.


Leia ao som (midi) de Roda Viva, de Chico Buarque:


Technorati tags:,





Quarta-feira, Abril 20, 2005

HABEMUS (VICE) PAPAM !
Clique para ver: O SEGUNDO LUGAR

Technorati tags:






Domingo, Abril 17, 2005


Acesso à educação superior

por Mário Araújo Filho

De cada dez jovens brasileiros entre 18 e 24 anos, apenas um faz curso superior: cerca de 10% dos jovens dessa faixa etária. Na Argentina, são 40%, e mais ainda em países do chamado Primeiro Mundo. Conclusão: com essa defasagem monumental, precisamos urgentemente adotar políticas para superá-la. No quesito acesso à educação superior estamos, de fato, bem atrás de países da América Latina e pior ainda em comparação com Europa e América do Norte. Mas, atenção: não precisamos usar estatísticas para agravar um quadro já suficientemente ruim.

Se 40% dos jovens argentinos estão no sistema de educação superior, é porque lá se adotou uma política de acesso irrestrito, às custas de altíssimos níveis de evasão e repetência. E quanto a indicadores ainda melhores - dos Estados Unidos, por exemplo - os percentuais podem ser ainda mais enganosos. Lá, em sua maioria, os jovens não estão matriculados em universidades tais como consideradas no Brasil, com ensino, pesquisa e extensão, indissociáveis, como reza a Constituição. Muitos estão em cursos pós-secundários e em outras modalidades, do campo da educação superior. Isso "redime" o Brasil? Não. Nosso percentual (10%) é bem inferior ao de países vizinhos como Chile (20,6%), Venezuela (26%) e Bolívia (20,6%). Há inequívoca necessidade de ampliação do acesso da juventude brasileira ao ensino de terceiro grau.

Aprendi, estudando engenharia, que o bom equacionamento de um problema é meio caminho andado para resolvê-lo. E isso significa encará-lo em sua real dimensão, com dados confiáveis, condições de contorno apropriadas, consideração das variáveis envolvidas e seus pesos relativos. Dez por cento, apenas, dos jovens brasileiros na universidade? É pouco, muito pouco. Qual deveria ser? Cem por cento, como sugere o demagógico lema "universidade para todos"? É isso factível, realista ou dever-se-ia indagar antes: todos os jovens querem, mesmo, ingressar em cursos superiores tradicionais, de 4, 5, 6 anos de duração, ou prefeririam, caso tivessem essa oportunidade, cursos pós-médio mais curtos, educação tecnológica e profissional em outras áreas?

A LDB, desde 1996, permite o oferecimento de cursos seqüenciais, que são cursos superiores de duração mais curta que os de graduação. No entanto, dirigentes e sindicatos da universidade pública brasileira (e parece que o atual governo também) têm "urticária" quando se fala dessa modalidade de curso superior. Descartando mecanismo desse tipo e subestimando cursos noturnos e educação a distância, fica difícil ampliar o acesso à educação superior no Brasil no ritmo que o desenvolvimento do país exige. E ainda há a variável QUALIDADE, sem a qual tudo o que for feito será enganação.

(*) Professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)



Publicado no "Jornal da Paraíba" em 19/04/2005







SOBRE NEPOTISMO E VARIEDADES DELE

"Nepetismo" e nepotismo, por Antonio Fernandes.
Site E-agora, em 15/04/05
"Nada disso, porém, é o mais importante. O nepotismo tradicional comparado ao "nepetismo", como diz o ditado, "não vale um traque de gato". Reduzir o debate sobre os maus costumes republicanos ao nepotismo é uma manobra diversiva. O nepotismo é fenômeno condenável, por certo, da velha política. Mas é o "varejo". O problema principal é a privatização partidária da esfera pública, praticada "no atacado" pelo 'PT-no-governo'. Para cada filho do Severino nomeado - por ele ou pelo próprio Lula (!) para acalmá-lo - deve haver 1.000 "filhos do PT", que foram contemplados não porque reunissem as qualificações exigidas para as funções que iriam desempenhar e sim, unicamente, porque são do PT, ou próximos ao PT, ou aliados do PT, ou eleitores de Lula e potenciais cabos eleitorais para a próxima campanha. É a isso que se chama de "nepetismo"".
LEIA TUDO.



Nepotismo e parentes, por Luís Nassif.
Folha de S. Paulo, 14/04/05
"Há uma simplificação que merece ser mais bem ponderada nessa campanha meritória contra o nepotismo. O Estado brasileiro tem um pecado original, o excesso de cargos de confiança podendo ser preenchidos por indicação política. A partir daí, é de uma simplificação perigosa investir contra todos os parentes de homens públicos na administração -pelo mero fato de serem parentes. Em cada caso há que examinar a ficha da pessoa, seu currículo, sua carreira, sua competência. Esse é o ponto central. Nesse mata-burro do nepotismo, pode passar cabo eleitoral despreparado, mas sem laços de parentesco. Parente, ainda que preparado, é barrado".
LEIA TUDO.


Abramo propõe atacar nepotismo cortando cargos.
Jornal do Comércio, 16/04/05
Dirigente da ONG Transparência Brasil avalia que só com corte drástico dos cargos comissionados será possível acabar com o empreguismo.
LEIA NOTICIA

ENTREVISTA com Cláudio Weber Abramo.
Jornal do Comércio, 16/04/05
"Os projetos em debate não barram o nepotismo".
LEIA A ENTREVISTA.


Golpe do baú
Dolores S. Pimenta, do site E-agora, em 15/04/05

A propósito do nepetismo, tem a historinha que o tucano Zenaldo Coutinho espalhou na Câmara, esta semana.
Um amigo dele está procurando uma namorada, coisa séria, pra casar, mas exige que a moça seja do PT.
- Mas por que do PT?
- Porque já vem empregada.
Bom partido é isso.






Terça-feira, Abril 12, 2005


A UFCG comporta, hoje, novos campi?

por Mário Araújo Filho

Muito tem falado em expansão da UFCG, com a criação de novos campi, instalados em vários municípios paraibanos. A interiorização das universidades seria política do governo federal.

É desejável a presença da universidade em municípios e regiões que não contam com educação superior. Essa presença, no entanto, não significa, necessariamente, a criação de novos campi.

Muitos municípios e regiões se ressentem, isto sim, de ações da universidade, as quais não se resumem a cursos formais de graduação, e que pertencem bem mais ao campo da extensão.

Aliás, uma avaliação das prioridades educacionais da maioria dos municípios e regiões carentes deverá revelar necessidade bem maior de fortalecimento da educação básica, de ensino fundamental e de ensino médio.

No atual debate da reforma universitária, muito se tem falado sobre a necessidade de controlar com mais rigor a criação de faculdades privadas, por suposta baixa qualidade da educação oferecida.

Qualidade não é menos importante em instituições públicas, cujos cursos devem ter as condições necessárias para formar bons profissionais. E isso exige recursos. Recursos humanos qualificados e recursos materiais e financeiros compatíveis.

O governo federal aportará dinheiro novo para criação e sustentação dos novos campi da UFCG? Ou estará a universidade dispondo-se a assumir novas responsabilidades sem essa garantia?

A expansão multicampi da UFCG também exigirá, naturalmente, a implantação de novas estruturas administrativas, o que também demandará recursos. Estarão esses recursos assegurados?

É positiva a ampliação do raio de ação e influência da UFCG, mas a criação de campi adicionais aos existentes deve ser encaminhada com cautela e com base em criteriosa avaliação de viabilidade.

E, sobretudo, não se pode dar em detrimento da estrutura acadêmica e administrativa atual, já mantida a duras penas.

(*) Professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)



UFCG poderá ter 24 mil novas vagas
Site "Paraiba.com.br" - 08/04/2005

O reitor da Universidade Federal de Campina Grande, Thompson Mariz, apresentou ontem, na Assembléia Legislativa do Estado, as metas de expansão da universidade para os próximos anos. O projeto de interiorização prevê a criação de 24 mil novas vagas em quatro campi dos municípios de Sumé (Cariri), Pombal e Itaporanga (Sertão) e Cuité (Curimataú). Apenas os deputados Lindolfo Pires e o pastor Fausto Oliveira dos 36 deputados existentes participaram da Sessão Especial.

CLIQUE PARA LER NOTÍCIA


Notícias no site da UFCG (link UNICAMPO):

01/04/05
Reitor discute com Prefeita de Sumé a instalação de um campus da UFCG no Cariri, em Sumé.
CLIQUE PARA LER

12/04/05
Secretários municipais do Cariri discutem em Boqueirão melhorias para a educação e criação de campus da UFCG
CLIQUE PARA LER


Incluirei neste espaço as mensagens que receber, desde que autorizado.

REITOR DA UFCG COMENTA ARTIGO
Recebemos do Professor Thompson Mariz, Reitor da UFCG, a seguinte mensagem, datada de 15/04/2005:
Mario,
Com os meus cumprimentos iniciais, gostaria de assegurar ao prezado colega que a UFCG não entrará em uma aventura. O momento é propicio para a expansão da educação superior e a reitoria, por meio do seu Reitor, está elaborando um estudo para discutir com a comunidade interna para, se aprovado, fazer os encaminhamentos devidos. Seus argumentos são, incrivelmente (!), semelhantes aos apresentados pelos que defendiam a não criação da UFCG. Não esqueça que Educação Superior é indutora de desenvolvimento, bem como não esqueça de reler o livro do José Murari Bovo, da UNESP.
Grande Abraço, Thompson Mariz


Observação. O reitor Thomspon Mariz se refere ao livro IMPACTOS ECONÔMICOS E FINANCEIROS DA UNESP PARA OS MUNICÍPIOS, organizado pelo professor da UNESP José Murari Bovo.







Domingo, Abril 10, 2005

PELOS JORNAIS NO FIM DE SEMANA
Folha de S. Paulo, 10/04/2005
O nome do problema do governo não é Romero Jucá , por Josias de Souza

"Conservador na economia, Lula iniciou pela política o ciclo de mudanças que prometera em campanha. Opera-se agora uma revolução nos costumes políticos. Governos anteriores suavam para produzir os seus próprios escândalos. Lula incorpora à sua gestão, sem esforço, escândalos que já vêm prontos.

O problema da administração petista tem nome e sobrenome. Os auxiliares do presidente o chamam ora de Romero Jucá ora de Henrique Meirelles. Se estivessem certos, a solução seria simples. Bastariam dois golpes de esferográfica. Estão, porém, enganados. Chama-se Luiz Inácio Lula da Silva o problema do governo".

Clique para ler texto completo: EM PDF



O Estado de S. Paulo, 10/04/2005
As águas de Abril, por Pedro S. Malan

"Estamos em abril e, no governo e em seu partido, corações, mentes e nervos parecem estar concentrados em preparativos de toda ordem para as eleições de outubro de 2006. Antes das quais muitas águas ainda vão rolar.

É parte integrante deste jogo de propaganda política a tentativa de associar o que não se quer a outros, responsabilizando-os (por ações ou omissões) pela existência dos males do mundo real".

Clique para ler o texto completo: EM PDF



O Globo, 10/04/2005
Caderno INFORMÁTICA ETC
Criatividade brasileira, por Luiz Antônio Gravatá

"A revista jurídica Jus Navigandi publicou, em sua versao on line, uma curiosa lista de nomes coletados a partir de listas públicas, relatórios do extinto INPS e cartórios de todo o Brasil, colecionados desde os anos 80. Entre as dezenas de nomes estranhos, temos: Abxivispro Jacinto, Alce Barbuda, Amável Pinto, Antônio Querido Fracasso, Antônio Veado Prematuro, Benedito Camurça Aveludado, Cafiaspirina Cruz, Chevrolet da Silva Ford, Colapso Cardíaco da Silva, Comigo é Nove na Garrucha Trouxada, Éter Sulfúrico Amazonino Rios, Flávio Cavalcante Rei da Televisão, Inocêncio Coitadinho, José Teodoro Pinto Tapado, Lança Perfume Rodometálico de Andrade, Liberdade Igualdade Fraternidade Nova York Rocha, Manoel Sovaco de Gambar, Maria Privada de Jesus, Necrotério Pereira da Silva, Pacífico Armando Guerra, Primavera Verão Outono Inverno, Restos Mortais de Catarina, Sansão Vagina, Sete Rolos de Arame Farpado, Voltaire Rebelado de França, Zélia Tocafundo Pinto. Tem também: os irmãos: Epílogo, Verso, Estrofe, Poesia e Pessoína Campos; os irmãos Xerox, Autenticada e Fotocópia; as irmãs Defuntina e Finadina; e os irmãos Zamizá, Zamizé, Zamizi, Zamizó e Zamizu, A relação completa está no site da revista".








Terça-feira, Abril 05, 2005

REFORMA UNIVERSITÁRIA



PROPOSTAS DA ABC - ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS e da SBPC - SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA.



Leia:


DOCUMENTO DA ABC


DOCUMENTO DA SBPC


Referências necessárias:

SUBSIDIOS PARA A REFORMA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR - ABC

REUNIÃO DE ANGRA DOS REIS - MANIFESTO - ABC







Sábado, Abril 02, 2005



Especial: Papa

BBC Brasil

Clique para ler: A história, o legado e a sucessão de João Paulo II.

CONTEÚDO:

Introdução

Biografia

Prováveis sucessores

Escolha do sucessor

O que faz um papa

FOTOS










O "INIMIGO" CONCORDA...

Para Rato, decisão é certa
Fundo apóia fim de programa, diz Palocci

Folha de S. Paulo, 02/04/2005
DA REDAÇÃO

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, disse que o FMI (Fundo Monetário Internacional) recebeu bem a decisão do Brasil de não renovar o acordo de empréstimo com o órgão e que continua à disposição do país.
Palocci se encontrou com o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, em Madri. Segundo o ministro, Rato reagiu positivamente à decisão do Brasil de ficar sem o apoio do fundo pela primeira vez desde 1998.
"Rato considera que nós tomamos a decisão certa e mais uma vez colocou o Fundo à disposição do governo brasileiro", afirmou o ministro, que participa de conferência na capital espanhola.
De acordo com Palocci, a dívida pública brasileira deve continuar caindo neste ano e em 2006, mesmo com as eleições. O ministro disse também que o Brasil melhorou seus controles fiscais e suas contas externas, reduzindo sua vulnerabilidade externa.
Palocci negou, no entanto, que o Brasil vá oferecer garantias adicionais a investidores por ter deixado o fundo.







Sexta-feira, Abril 01, 2005

Bodes e cordeiros

Do site E-agora

Ana Maria Pacheco Lopes de Almeida (01/04/05 06:32)


Nessa onda em defesa dos costumes na política, há muito de farisaísmo, falso moralismo, preconceito e hipocrisia. As malfeitorias de alguns são escondidas ou relevadas. As de outros, execradas. Severino Cavalcanti não é nenhum varão de Plutarco. Diz em voz alta o que outros sussurram, é verdade. Sua postura e sua rudeza chocam. Mas não fez nada, até agora, que outros já não tivessem feito. A diferença é que apanha mais pelo que faz.

Relativizam-se os princípios de moralidade pública segundo os atores da cena política. É fácil mostrar que essa ética da indignação é uma peça de acusação contra bodes expiatórios. Mãos que hoje apedrejam Severino, por exemplo, são as mesmas que afagavam João Paulo Cunha (PT-SP). Mas, na gestão dele, a farra com o dinheiro público, o empreguismo e o nepotismo foram superiores. Em quantidade, "qualidade" e custos.


(................)


Lembremos, por fim, que Severino foi alvo de lições de (falsa) moral e de muita ironia por ter contado que pagou a despesa de um eleitor embriagado que havia quebrado um bar, em João Alfredo, e aliviado a barra de outro amigo, flagrado por um guarda com a carteira de motorista vencida. Em homenagem ao farisaísmo reinante, aí vão algumas perguntas:

- E se Severino, no exercício da Presidência da República, baixasse uma MP de constitucionalidade duvidosa, dando status de ministro a um alto companheiro encrencado com a Receita Federal, para protegê-lo de ações na justiça, como fez Lula com Henrique Meirelles?

- E se Severino, também no exercício da Presidência da República, baixasse na surdina outra MP para legalizar a posteriori uma transgressão à Lei de Responsabilidade Fiscal, cometida por um prefeito do partido dele, para livrá-lo das sanções legais, como fez Lula com Marta Suplicy?

- E se os filhos de Severino tivessem usado aviões da FAB para montar uma colônia de férias de duas semanas com um grupo de quinze amigos lá da pequena João Alfredo, na residência oficial do presidente da Câmara, com todas as despesas pagas pelo contribuinte?

- E se Severino, ainda no exercício da Presidência da República, autorizasse gastos com carros oficiais mais de dez vezes superiores ao valor aplicado no programa Primeiro Emprego?

- E se Severino comprasse um avião de quase 60 milhões de dólares?


CLIQUE AQUI PARA LER O TEXTO COMPLETO (COM VÁRIAS HISTÓRIAS DE "CORDEIROS").







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