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PANORAMA - Blog de MÁRIO ARAÚJO FILHO


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Terça-feira, Setembro 29, 2009

Do ex-blog de César Maia

NUNCA ANTES O BRASIL VIVEU TAMANHO VEXAME DIPLOMÁTICO!

1. Os esclarecimentos dados pelo Chanceler de Honduras acerca das consequências do ultimato dado ao Governo brasileiro confirmam este Ex-Blog. Findo o prazo e não havendo definição do Governo brasileiro no sentido do asilo diplomático ou do asilo territorial, as relações diplomáticas serão cortadas. Nessas condições, a Embaixada em Tegucigalpa e seus funcionários perderão as imunidades. Estes deverão ter um prazo para a partida. Se persistirem em viver em Honduras, terão de pedir visto de residência, que poderá ou não ser aprovado. Já a Chancelaria e a Residência da Embaixada perderão de imediato sua imunidade diplomática.

2. A atitude de Honduras está respaldada rigorosamente no direito internacional, em particular na Convenção de Viena de Relações Diplomáticas. A existência de Embaixada pressupõe a existência de relações diplomáticas. O Brasil precisou da autorização da Coreia do Norte para abrir sua Embaixada em Pyongyang. Não interessava saber se o Governo coreano era legítimo e democrático, eleito nas urnas, etc. Estamos reféns. Não há precedentes em nossa história de um vexame diplomático semelhante...





Segunda-feira, Setembro 28, 2009

F O L H A__D E__S Ã O__P A U L O
27/09/2009

O pré-sal e a pressa eleitoral

por Ferreira Gullar

Em vez de impor ao país decisões precipitadas, não seria mais sensato aprofundar discussões sobre o pré-sal?

EU, COMO os demais brasileiros, alegrei-me com a descoberta dos campos de petróleo e gás no pré-sal, que poderão triplicar as atuais reservas do país. Maravilha!

O azar, porém, é que isso veio ocorrer logo no governo Lula, que, imediatamente, tratou de tirar vantagem política da descoberta. De saída, atribuiu-a a si, uma vez que, conforme dá a entender, foi ele quem criou a Petrobras e descobriu o Brasil. Dizem que quem o descobriu foi Pedro Álvares Cabral, mas isso é mais uma invencionice dos brancos de olhos azuis.

Por ter criado a Petrobras e descoberto os campos do pré-sal, Lula quer usá-los como trunfos na campanha pela eleição de Dilma e, sem perder tempo, logo tomou providências, ou seja, enviou ao Congresso projetos de lei para fazer crer que a exploração do pré-sal começa amanhã. Embora esses projetos tenham sido discutidos durante mais de um ano no âmbito do Executivo, impôs ao Congresso apreciá-los em urgência urgentíssima, o que implica terem a Câmara e o Senado apenas 45 dias, cada um, para discuti-los e votá-los. Mas por que essa pressa toda se se trata de um assunto de enorme complexidade e se o início da exploração daquelas reservas não se dará, segundo os entendidos, antes de 20 anos? A resposta é simples: as eleições para a Presidência da República serão em 2010 e Lula quer se valer de mais essa carta para tentar ganhar o jogo.

CONTINUE A LEITURA


Fonte: Blog "Democracia Política e Novo Reformismo"





Domingo, Setembro 27, 2009

Todos malas...


Charge do Miguel







27/09/2009

O criacionismo de Marina

por Marcelo Leite

Respostas de Silva não são aceitáveis vindas da ministra de um Estado laico

Não pretendia voltar ao tema da quase candidatura de Marina Silva à Presidência da República pelo PV. Persiste, porém, a questão sobre a defesa do ensino do criacionismo em todas as escolas que teria sido feita pela ex-ministra do Meio Ambiente. Defendeu ou não?

A própria Marina Silva nega, como fez no programa "Roda Viva" da última segunda-feira. "Eu nunca defendi o criacionismo", afirmou. Disse mais: "No Brasil não existe, pelo menos que eu conheça, ninguém fazendo esse movimento. Essa é uma transposição artificial de um debate que acontece nos Estados Unidos."

Marina Silva nunca escondeu -não é de seu feitio- ser fiel da Assembleia de Deus. Tem duas filhas adventistas. Aceitou convite, ainda ministra, para dar palestras no 3º Simpósio sobre Criacionismo e Mídia, promovido pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo, em janeiro de 2008.

Para um representante do Estado brasileiro, já seria imprudência tomar parte de evento com tema tão controverso, mas passe. Sua mera realização sugere estar vivo e ativo o movimento que ela nega existir. Além das palestras, Marina Silva também deu entrevista ao blog Éoqhá, feito por jovens adventistas, que transmitia o simpósio em vídeo.

Eis o endereço da entrevista: eoqha.net/criacionismo/111-entrevista-com-a-ministra-do-meio-ambiente-marina-silva. Nada melhor do que ouvir as próprias palavras da ex-petista para formar uma opinião sobre o caso.

Em primeiro lugar, é preciso dizer que Marina Silva de fato não defendeu na entrevista o ensino do criacionismo, em pé de igualdade, com o ensino da evolução darwiniana. Não literalmente, nem em todas as escolas.

A questão que respondia era sobre o ensino de criacionismo em escolas adventistas, que também ensinariam a evolução, segundo o entrevistador. E, também, se "essa visão diferenciada e plural a respeito da origem da vida" e os "elementos científicos que também podem ser atribuídos ao criacionismo" implicariam demérito para tais estabelecimentos de educação.

"Ciência se faz pela multiplicidade dos olhares", respondeu a então ministra. "Se você coloca claramente para as pessoas que existe uma outra visão, a visão do evolucionismo, para que as pessoas tenham a liberdade de escolha, do caminho que querem seguir, não vejo nenhum demérito nisso. (...) Errado é se não fôssemos capazes de [dar] uma educação que seja plural, capaz de mostrar os diferentes pontos de vista."

Não é uma resposta aceitável, vinda de ministra de um Estado laico. Deveria fazer a distinção, fundamental, entre ensino de ciências e ensino de religião. E outras respostas na entrevista explicitam que Marina Silva não subscreve a separação entre ciência e religião consagrada como base da educação leiga e republicana.

"No espaço de fé, a ciência tem todo o acolhimento. Gostaria muito que no espaço científico existisse o acolhimento para a fé que a fé dá para a ciência", disse. Não há acolhimento possível da fé pela ciência, se por isso entende-se a admissão de que existam verdades além e acima das corroboradas com observações e medidas.

Marina Silva, por fim, confessa-se adepta do design inteligente, a suposta "teoria" importada dos EUA: "Eu acredito que Deus é o criador de todas as coisas e que esse Criador tem um projeto, que as coisas não acontecem por acaso, alhures, que existe um projeto inteligente, da inteligência divina que governa todas as coisas".

É a sua fé, e o seu direito, mas não pode ser a sua política.

MARCELO LEITE é autor de "Darwin" (série Folha Explica, Publifolha, 2009) e "Ciência - Use com Cuidado" (Editora da Unicamp, 2008). Blog: Ciência em Dia (cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br)

E-mail: cienciaemdia.folha@uol.com.br







21/09/2009

A política externa da canalhice

por AUGUSTO NUNES

Em 2003, o Brasil liderava a América do Sul sem bravatas nem requebros exibicionistas. No poder desde 1998, Hugo Chávez não ousara provocar nenhum vizinho. O acordo de fronteiras entre o Equador e o Peru, celebrado com a mediação pessoal do presidente Fernando Henrique Cardoso, removera do mapa do subcontinente a última zona conflagrada. O Paraguai respeitava o acordo de Itaipu, a Bolívia entendia que o preço do gás levava em conta o gasoduto bilionário construído pelo parceiro. Ninguém se atrevia a desafiar o Brasil.

O governo Lula precisou de pouco tempo para exterminar a herança bendita. Nestes nove anos, acanalhado pelo deslumbramento do presidente e pelo servilismo do chanceler Celso Amorim, o Itamaraty cedeu ao Paraguai e ao Equador, recuou diante da Argentina e da Bolívia, rendeu-se à Venezuela e acaba de ajoelhar-se diante de Hugo Chávez. Ao instalar na embaixada em Tegucigalpa o golpista Manuel Zelaya, deposto da presidência por tentativa de estupro contra a Constituição, o país colocou Honduras a um passo da guerra civil.

Tomara que Barack Obama acorde e descubra que uma pequena república que luta para livrar-se da quadrilha bolivariana foi simbolicamente (por enquanto) invadida pelo Brasil. Tomara que entenda que um presidente que age como comparsa da ditadura cubana não pode meter as patas em outros países em nome da democracia que não respeita. O que houve não foi um lance no xadrez da política internacional. Foi coisa de gângster.






Intimidade


Charge do Ique






WWF pega pesado.

Tsunami WWF from Haendel Dantas on Vimeo.






Sábado, Setembro 26, 2009

Revistas semanais - 26 de setembro a 3 de outubro de 2009

Veja Isto É Isto É Gente Carta Capital Época





Quarta-feira, Setembro 23, 2009

Bachianas Brasileiras n°5
de Heitor Villa-Lobos
por Nana Mouskouri & John Williams







Terça-feira, Setembro 22, 2009

O jogo da reforma ortográfica

Jogue!








19/09/2009

Bolsa-Família distribui renda, mas não reduz desigualdade

Da Redação

Ex-presidente do IBGE, o economista e ambientalista Sérgio Besserman destacou o mercado de trabalho formal como o ponto alto da Pnad 2008, mas salientou que a mostra, mais uma vez, evidenciou a nossa horrorosa distribuição de renda. Analisando os resultados, Besserman, que hoje preside a Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável e de Governança Metropolitana do Rio, afirma que é realmente lento o combate à desigualdade, que poderá ser obtido mais rapidamente com uma política de distribuição do conhecimento.

O agravamento da crise torna esse retrato da Pnad sem efeito?

Essa Pnad não capta ocasionais efeitos dos impactos da crise econômica no Brasil, que têm de ser acompanhados pelas pesquisas conjunturais, como a de emprego, industrial. No entanto, não creio que esse ano de crise tenha tido a capacidade de alterar muito as informações da Pnad, exceto no que diz respeito ao mercado de trabalho.

O ritmo lento dos ganhos sociais, como índice de Gini e taxa de analfabetismo, é coerente?

Combater a desigualdade é muito difícil, envolve mudanças estruturais. O combate à desigualdade não comporta demagogias ou factóides, nem políticas superficiais. Os indicadores citados (índice de Gini e analfabetismo) são indicadores de estoque. Distribuição de renda não se muda estalando os dedos, só se muda quando se distribui ativos. Por exemplo: o Bolsa-Família, um programa bem-sucedido de combate à pobreza. Alguns acham que é um instrumento também de combate à desigualdade. Não é. Ele realmente ajuda a tirar famílias do limiar da pobreza, mas para se conseguir avanços verdadeiros é preciso distribuir ativos, fatores capazes de gerar renda.

E o que poderia acelerar?

A distribuição de terras, no caso de uma reforma agrária, coisa que sou contra. Na Bolívia, em 1952, distribuíram o rebanho para toda a população. Seis meses depois, todos tinham comido a sua vaca e o rebanho bovino acabou. Poderiam ser usados outros ativos, tipo fábricas, como se faz em períodos revolucionários. Mas, como estamos no século 21, a desigualdade pode ser combatida com distribuição do conhecimento, porque esse é o principal ativo mundial e não se precisa expropriar ninguém. Não temos ainda no Brasil políticas públicas ou dinâmica social que permitam dizer que estamos no caminho de modificar a nossa horrorosa distribuição de renda.

E a estagnação da taxa de analfabetismo?

É um índice de estoque e, portanto, caminha devagar, mesmo. Isso é normal, não acho preocupante. Mas, quando falo em distribuição do conhecimento, não estou me referindo a alfabetizar, mas à escolarização - que aumentou -, à qualidade do ensino, cultura, valorização do conhecimento. Isso não é só inovação tecnológica na ponta, nos laboratórios das universidades de elite. O conhecimento é o garçom, o motorista de táxi, todo o mundo. E nós valorizamos muito pouco o conhecimento. É mais fácil a gente acreditar em duendes.







22/09/2009

Fosso na educação

E d i t o r i a l

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) é aprimorada a cada ano pelo IBGE, e seus resultados têm sido importante fonte de informação para vários estudos sobre a situação social e econômica da população brasileira. A Pnad 2008, por exemplo, confirmou algumas tendências de consumo: 80% dos lares estão servidos por telefone (fixo ou móvel) e mais de 30% já contam com microcomputador (sendo que 24% dos imóveis estão conectados à internet). A energia elétrica está presente na quase totalidade das casas, e houve avanços, ainda que modestos, no fornecimento de água, na coleta de lixo e de esgoto. O Brasil é um país em que 70% dos imóveis são propriedades quitadas e há mais 5% sendo amortizados.

Há melhorias em indicadores sociais, tendência iniciada antes do governo Lula, que procura capitalizar sozinho os avanços por causa das eleições. Se por um lado a Pnad captou o efeito do crescimento do emprego e da ligeira redução da desigualdade (embora a pesquisa tenha sido feita antes de o país sentir o impacto do agravamento da crise financeira internacional), por outro mostrou indicadores preocupantes em relação à educação. O número absoluto de pessoas analfabetas com mais de 15 anos aumentou em 113 mil de 2007 para 2008, inaceitável diante do engajamento da própria sociedade civil para eliminar a mazela. Se é crescente a percentagem de crianças que entram na escola aos 4 e 5 anos (72% dos que estão nessa faixa etária), e 97,5% de todos os jovens estão matriculados, a escolaridade média da população até 24 anos ainda não chega a oito anos — período do ensino fundamental.

É grave porque o mercado de trabalho tem gerado mais oportunidades para aqueles que possuem onze ou mais anos de instrução.

Esse grupo passou a representar 41,2% dos trabalhadores, e somente em 2008 expandiu-se em em 8,5%. Há um fosso entre o que o mercado de trabalho demanda e o que o sistema de ensino vem conseguindo formar. Se essa defasagem não for corrigida, e rapidamente, a educação acabará se transformando em gargalo ainda mais sério do que os obstáculos da infraestrutura para o crescimento do país. Daí a urgência na prioridade de gastos para a educação, deixando-se o assistencialismo em segundo plano.

Os dados confirmam que estamos em uma fase de colher frutos do chamado "bônus democrático".

Durante vinte ou trinta anos teremos um número declinante de crianças e jovens devido à queda da taxa média de fecundidade. Enquanto não se multiplicam os problemas decorrentes do envelhecimento da população, o país deve redobrar esforços para educar bem os jovens, permitindo que eles aproveitem as oportunidades profissionais que surgirão.





Quarta-feira, Setembro 16, 2009

Rádio Cultura Brasil

Escute aqui





Sábado, Setembro 12, 2009

Espumas ao vento
por Accioly Netto






Sábado, Setembro 05, 2009

David Byrne
Asa Branca







Serra ou Aécio?






Sexta-feira, Setembro 04, 2009



Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Pandemias


Charge de M. Jacobsen






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