PANORAMA - Blog de MÁRIO ARAÚJO FILHO |
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Terça-feira, Setembro 28, 2010
Manchetes de terça, 28/09 - Globo: Chávez perde maioria absoluta no Congresso - Folha: Dilma cai em todas as regiões e crescem as chances de 2º turno - Estadão: Chávez sai enfraquecido das urnas na Venezuela - JB: Petrobras com 30% dos papéis, gera alta na bolsa - Correio: Arruda: ‘Eleger Roriz é mostrar que o crime compensa’ - Valor: Indústria se prepara para a forte demanda de Natal - Estado de Minas: PF vai vigiar as eleições em 45 cidades de Minas - Jornal do Commercio: A vez da Via Mangue - Zero Hora: Escutas revelam mortes ordenadas das prisões Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 28 de setembro Em 1864, Marx funda, em Londres, a primeira Associação Internacional dos Trabalhadores. Em 1871, é promulgada a Lei do Ventre Livre, precursora da abolição da escravatura. Em 1885, é promulgada a Lei do Sexagenário, que liberta os escravos com mais de 65 anos. Em 1895, morre Louis Pasteur, químico e biólogo francês. Em 1924, nasce Marcello Mastroianni, ator italiano. Em 1934 nasce a atriz francesa Brigitte Bardot. Em 1942 nasce o cantor e compositor Tim Maia. Em 1966 morre o escritor e pensador francês André Breton. Em 1969, Willy Brandt é eleito o primeiro chanceler federal social-democrata da Alemanha do pós-guerra. Fonte: Opinião e Notícia
Vantagem de Dilma cai e cresce chance de 2º turno Saiu mais um Datafolha. A pesquisa traz más notícias para Dilma Rousseff. Cresceram as chances de a sucessão deslizar para o segundo turno. A vantagem de Dilma em relação à soma de seus rivais é, agora, de 2 pontos. A seis dias da eleição, a pupila de Lula oscilou três pontos para baixo. Desceu de 49% para 46%. José Serra manteve-se em 28%. Marina Silva foi de 13% para 14%. Considerando-se apenas os votos válidos, como faz o TSE na hora de contabilizar as urnas, Dilma desceu de 54% para 51% em cinco dias. Para prevalecer no primeiro round, a petista precisa de 50% mais um voto. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos, para cima ou para baixo. Assim, na pior hipótese, Dilma teria 49%. E a eleição iria ao segundo turno. No melhor cenário, ela teria 53%. E viraria presidente já em 3 de outubro. Nessa conta que considera apenas os votos válidos, José Serra oscilou um ponto para o alto. Foi de 31% para 32%. Marina Silva, a presidenciável que mais cresce, escalou dois pontos. Migrou de 14% para 16% dos votos válidos. Dilma cai ou oscila para baixo em todos os estratos do eleitorado. Qualquer que seja o recorte –sexo, região, renda, escolaridade ou idade— ela perde votos. A luz do segundo turno brilha com mais força entre os eleitores que ganham de 2 a 5 salários mínimos (R$ 1.021 a R$ 2.550). Nessa faixa, estão acomodados 33% dos cerca de 135 milhões de eleitores. Coisa de 45 milhões de votos. Dilma caiu cinco pontos nesse pedaço do eleitorado. Deve-se ao ‘Erenicegate’ a fissura no casco do transatlântico governista. Um caso que, na origem, Dilma tratara com menoscabo: “É factóide”, dissera. No Datafolha fechado em 9 de setembro, antes da queda de Erenice Guerra, Dilma beliscava quase a metade dos votos dos eleitores de 2 a 5 salários mínimos. Nesse universo, algo como 22,5 milhões de eleitores diziam que votariam na candidata petista. Na segunda semana de setembro, sobreveio o escândalo. Apeada da Casa Civil, Erenice ganhou as feições de um dreno instalado no cesto de votos de Dilma. Hoje, o apoio da candidada oficial no estrato de 2 a 5 mínimos soma 42%. O equivalente a 18,9 milhões de eleitores. Ou seja, o “factóide” resultou, só nessa faixa da pirâmide social, numa perda potencial de 3,6 milhões de votos. Desde a implosão de Erenice, ex-braço direito de Dilma, sucessora dela na Casa Civil, a pupila de Lula amargou queda de seis pontos. Caiu de 51% para 46%. Juntos, os adeversários de Dilma, que pontuavam 39% antes de Erenice, passaram a somar 44% depois dela. Contando-se apenas os votos válidos, a vantagem de Dilma sobre a soma de seus rivais minguou, em duas semanas, de notáveis 14 pontos para escassos 2 pontos. Consideradas as devidas proporções, a maior queda de Dilma ocorreu junto aos eleitores que dispõem de canudo universitário (13% do eleitorado). Nesse grupo mais escolarizado, a votação de Dilma arrostou uma erosão de sete pontos. Caiu de 35% para 28%, menos que Serra (34%) e Marina (30%). Entre as mulheres, Dilma caiu cinco pontos na fase pós-Erenice. Foi de 47% para 42%. Num recorte por região, as maiores quedas de Dilma foram registradas nas capitias, onde está assentado o eleitorado mais suscetível a escândalos. Nessas regiões, que respondem por 38% do total de eleitores, Dilma caiu quatro pontos. Tinha 46%. Agora tem 42%. Dilma distanciava-se de Serra na região Sul. Agora, está empatada com o rival tucano no limite da margem de erro da pesquisa. Ela com 39%. Ele, 35%. Mesmo no Nordeste, cidadela de sua candidatura, Dilma caiu quatro pontos. Dispunha de 63%. Hoje, tem 59%. Serra dispõe de 19% nessa região. Os efeitos de Erenice foram sentidos também na taxa de rejeição. Há uma semana, 22% dos eleitores diziam que jamais votariam em Dilma. O índice foi a 27%. Na hipótese de vingar o segundo turno, o Datafolha aponta para uma briga mais renhida do que o petismo poderia supor. Na simulação de um eventual segundo round contra Serra, a vantagem de Dilma estreitou-se. Em duas semanas, caiu de 22 pontos para 13 pontos: 52% a 39%. Num embate direto, cada voto perdido por um candidato é somado em favor do outro. Significa dizer que, para bater Dilma, Serra teria de escalar 7 pontos. Dito de outro modo: caso a eleição vá para o segundo turno, Dilma continua sendo a favorita. Mas Erenice converteu um passeio pelo bosque em rally acidentado. Segunda-feira, Setembro 27, 2010
Estadão apóia José Serra
26/9/2010 E D I T O R I A L O MAL A EVITAR A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país. Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País. Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção. Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto. Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar. Manchetes de segunda, 27/09 - Globo: De olho no segundo turno, Marina ataca Dilma e Serra - Folha: Presidência incha no governo Lula - Estadão: Notícia sobre falcatruas no TO põe 'Estado' sob censura - JB: Dezessete mil mulheres tentam a sorte na polícia - Correio: PMDB desdenha apoio de Rosso a Weslian Roriz - Valor: Grau de abertura cai, apesar do recorde de importações - Estado de Minas: Donos da rua vencem a lei dos flanelinhas - Jornal do Commercio: Homem é morto em motel de Olinda - Zero Hora: 60% ainda não definiram seus deputados, diz Ibope Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 27 de setembro Em 1821, é declarada a Independência do México. Em 1825, é inaugurada a primeira ferrovia pública, construída por George Stephenson, também criador da locomotiva a vapor. Ela ligava as cidades inglesas de Stockton e Darlington. Em 1917, morre Edgar Degas, pintor francês. Em 1938, foi lançado à água o Queen Elizabeth, o maior navio de passageiros de todos os tempos. Com suas 83 mil toneladas, podia transportar 2.285 passageiros. O famoso transatlântico de luxo prestou serviço até 1968. Em 1941, é proclamada, oficialmente, a independência da Síria. Em 1952 morre na Via Dutra o “Rei da Voz”, Francisco Alves. Em 1953, a TV Record, segunda emissora de televisão brasileira, é inaugurada em São Paulo. Em 1964, a Comissão Warren concluiu que Lee H. Oswald foi o único culpado pela morte do presidente Kennedy. Em 1998, é criado o site de busca Google. Fonte: Opinião e Notícia Domingo, Setembro 26, 2010
Manchetes de domingo, 26/09 - Globo: Mais de 2 mil municípios do país são subdesenvolvidos - Folha: PT repete os erros do mensalão, diz Marina - Estadão: Serra mira S. Paulo, Minas e Rio; Dilma aposta mais na TV - JB: Vinte milhões não devem votar este ano - Correio: Weslian vai às ruas e é alvo de ação do PT - Jornal do Commercio: Mantenha seu nome bem longe do SPC - Zero Hora: Na rua com os candidatos ao Piratini Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 26 de setembro Em 1905, é publicada a teoria da relatividade, de Albert Einstein. Em 1907, é declarada Independência da Nova Zelândia. Em 1937, morre Bessie Smith, cantora de blues. Em 1945, morre Béla Bartók, compositor húngaro. Em 1945, nasce a cantora Gal Costa. Em 1948, nasce Olivia Newton-John, atriz inglesa. Em 1960, a televisão americana exibe o primeiro debate entre candidatos à presidência dos Estados Unidos: Richard Nixon e John Kennedy. Em 1969, é lançado Abbey Road, o último álbum dos Beatles. Em 1984, acordo entre Grã-Bretanha e China define que Honk Kong volta a soberania chinesa em 1997. Em 1990, morre Alberto Moravia, escritor italiano. Em 2000, morre Baden Powell, um dos maiores violonistas do Brasil. Fonte: Opinião e Notícia Sábado, Setembro 25, 2010
TSE nega liminar e mantém na internet vídeo anti-PT Petismo reclama, mas em 2002 comparou rivais a ratos Link Manchetes de sábado, 25/09 - Globo: Julgamento de Ficha Limpa no STF pode voltar à estaca zero - Folha: Impasse no Ficha Limpa põe 171 candidatos em suspenso - Estadão: Serra e Marina sobem, mas Dilma ainda vence no 1º turno - JB: Brasil vai jogar R$ 1,5 bilhão em aterros sanitários - Correio: Roriz desiste e usa a mulher para driblar a ficha limpa - Estado de Minas: Candidatos trocam farpas em debate - Jornal do Commercio: Terreno da Copa está penhorado - Zero Hora: Plástico verde atrai interesse estrangeiro Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 25 de setembro Em 1513, o explorador espanhol Vasco de Balboa descobre o Oceano Pacífico. Em 1884, nasce Roquette-Pinto, médico, considerado o pai da radiofusão no Brasil. Em 1897, nasce William Faulkner, escritor americano, Nobel de literatura 1949. Em 1956, a parceria musical Vinicius de Moraes e Tom Jobim é lançada com a peça Orfeu da Conceição. Em 1991, o então presidente do Brasil, Fernando Collor de Mello, institui o horário de verão em parte do Território Nacional. Fonte: Opinião e Notícia Quinta-feira, Setembro 23, 2010
BAND.COM.BR Quinta-feira, 23 de setembro de 2010 Presidenciáveis se encontram em debate de grupos católicos Da Redação brasil@eband.com.br Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) participam nesta quinta-feira de um debate na sede da Universidade Católica de Brasília, a partir das 21h30. O eBand vai transmitir o encontro ao vivo. O evento é promovido pela CBJP (Comissão Brasileira Justiça e Paz), UCB (Universidade Católica de Brasília), ANEC (Associação Nacional de Educação Católica) e ABRUC (Associação Brasileira de Universidades Comunitárias), com o apoio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O encontro será dividido em quatro blocos e três intervalos. Cada candidato terá, em média, 3 minutos para responder às perguntas. De acordo com o secretário executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Daniel Seidel, o debate irá priorizar temas voltados para os problemas sociais que afetam diretamente a população brasileira. "Os candidatos terão qualidade do tempo e de espaço para responder às questões. A pauta terá como foco os mais empobrecidos da sociedade, ou seja, irá olhar para a sociedade que nós queremos com o voto, privilegiando aquilo que vai ser a construção de um Brasil novo", destacou. Ele ainda enfatizou outros temas que farão parte do encontro. “Nosso desejo é proporcionar aos católicos, aos cristãos e à sociedade em geral um debate que reflita sobre a situação do país e quais são as proposições que os candidatos apresentam para enfrentar esses grandes problemas, desde a questão do desenvolvimento urbano a moradia, reforma agrária, família e questões referentes ao desenvolvimento humano. Os temas ligados à defesa da vida estarão inseridos nesse debate também”, pontuou o secretário. Redator: Samanta Dias Manchetes de quinta, 23/09 - Globo: Dois novos casos com parentes atingem o Palácio do Planalto - Folha: Com escândalos, cai vantagem de Dilma, mostra o Datafolha - Estadão: Manifesto ataca 'autoritarismo' de Lula - JB: Franquias vão gerar 15 mil empregos no Rio - Correio: Sob tensão, STF adia julgamento de Roriz - Valor: Megaoferta vai aumentar a fatia da União na Petrobras - Estado de Minas: Lei ameaça deixar BH sem o título de capital dos botecos - Jornal do Commercio: Desafios do Estado em debate na TV Jornal - Zero Hora: Devastação em Canela Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 23 de setembro Em 1788 nasce Bento Gonçalves, militar e político brasileiro, líder da Guerra dos Farrapos. Em 1930 nasce o cantor e pianista, Ray Charles. Em 1939 morre o criador da psicanálise, Sigmund Freud. Em 1973, morre Pablo Neruda, poeta chileno, Prêmio Nobel de Literatura em 1971. Fonte: Opinião e Notícia Quarta-feira, Setembro 22, 2010
G1: assista ao vivo sessão decisiva do STF sobre o ficha limpa Por unanimidade, ministros do STF reconheceram que decisão sobre Roriz valerá para todos os políticos barrados pela Ficha Limpa. AQUI ESTADÃO 21/09/2010 A elite que Lula não suporta por Carlos Alberto Sardenberg Nas encenações palanqueiras em que o presidente Lula invariavelmente se apresenta como o protagonista da obra de criação deste país maravilhoso em que hoje vivemos, o papel de antagonista está sempre reservado às "elites". Durante mais de 500 anos, as elites mantiveram o Brasil preso aos grilhões do subdesenvolvimento e da mais perversa injustiça social. Aí surgiu Lula, o intimorato, e em menos de oito anos tudo mudou. Simples assim. Com essa retórica maniqueísta, sem o menor pudor Lula alimenta no eleitorado de baixa renda e pouca instrução - seu público-alvo prioritário - o sentimento difuso de que quem tem dinheiro e/ou estudo está do "outro lado", nas hostes inimigas. Mas a verdade é que o paladino dos desvalidos nutre hoje uma genuína ojeriza por uma, e apenas uma, categoria especial de elite: a intelectual, formada por pessoas que perdem tempo com leituras e que por isso se julgam no direito de avaliar criticamente o desempenho dos governantes. Por extensão, uma enorme ojeriza à imprensa. Com todas as demais elites Sua Excelência já resolveu seus problemas. Está com elas perfeitamente composto, afinado, associado, aliado e, pelo menos em outro caso específico, o das oligarquias dos grotões maranhenses, alagoenses, amapaenses e que tais, acumpliciado. CONTINUE SUA LEITURA ESTADÃO 20/09/2010 Quanto mais Estado, mais corrupção por Carlos Alberto Sardenberg Pode procurar em qualquer lugar do Brasil de hoje, em qualquer setor da economia, e você vai encontrar empresários, executivos e administradores empenhados em alcançar ganhos de produtividade. É a resposta correta ao ambiente de estabilidade macroeconômica. Se o planejamento não será destruído pela inflação, se os lucros não serão devorados por uma moeda sem valor, então vale a pena - na verdade se torna obrigatório - buscar eficiência dentro do próprio negócio. Agora, imaginem a sensação dessa gente de bem, do lado moderno do País, ao verificar que uma boa conexão em Brasília vale mais do que a criatividade e o esforço físico das pessoas envolvidas nas empresas. O "capitalismo de compadres" tem esse efeito destruidor sobre o espírito empreendedor, sem o qual nenhum país vai para a frente. CONTINUE SUA LEITURA Manchetes de quarta, 22/09 - Globo: Após lotear Correios, governo corre contra apagão postal - Folha: Falha para metrô, provoca pânico e prejudica 150 mil - Estadão: TV de Lula contrata empresa que emprega filho de Franklin - JB: TV Bandeirantes sob risco de falência - Correio: Aumento garantido só para servidor da União - Valor: Autuações fiscais causam polêmica - Estado de Minas: Anastasia abre sete pontos sobre Hélio - Jornal do Commercio: Apreensão gigante de remédios irregulares - Zero Hora: 30% das candidatas só completam lista e não fazem campanha Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 22 de setembro Em 1972 o presidente chileno Salvador Allende nacionaliza a multinacional ITT. Em 1980 tem início a guerra entre o Irã e o Iraque, causando o segundo choque do petróleo. Em 1988 a Constituinte aprova a nova Constituição brasileira. Em 1989 morre Irving Berlin , compositor americano. Em 1996 morre Dorothy Lamour, estrela do cinema americano. Em 1997 morre Manabu Mabe pintor brasileiro. Em 2001 morre Isac Stern, um dos maiores violinistas do mundo. Fonte: Opinião e Notícia Terça-feira, Setembro 21, 2010
Isto é Dinheiro 20/09/2010 Um circo chamado Venezuela por Hugo Cilo Em campanha eleitoral, Hugo Chávez vai à TV vender eletromésticos Em que país do mundo o presidente apareceria na televisão para vender fogões, geladeiras e máquinas de lavar? Em nenhum tido como sério, provavelmente. Mas isso tem acontecido na Venezuela, de Hugo Chávez. Vestido com o tradicional blusão com as cores da bandeira do país, e em plena corrida eleitoral, ele decidiu atuar como garoto-propaganda de eletrodomésticos e, em tom populista, até criou duas novas categorias de preços: o socialista, de produtos mais baratos produzidos na China e vendidos em lojas subsidiadas pelo governo, e o capitalista, classificação para todas as outras marcas. Não compre esse capitalista. O pobre ar-condicionado não tem culpa. É produto do trabalho do homem que transformaram em mercadoria, disse o presidente. O show circense causou impacto. Em uma semana, segundo o instituto Hinterlaces, a aprovação popular subiu de 39% para 46%. O stand up comedy de Chávez na televisão pode parecer engraçado, mas tem sido uma piada de mau gosto para a economia do país. A Venezuela é a única nação da América Latina em recessão. O desemprego atingiu 32% em agosto, segundo a Comissão Econômica para América Latina (Cepal), embora a estatística oficial indique 8,2%, e o PIB encolheu 5,8% no primeiro semestre, enquanto a América Latina cresceu quase 10% no mesmo período desempenho que inspirou a capa da revista The Economist da última semana. No picadeiro do comandante Chávez, a inflação acumulou 19,9% entre janeiro e agosto, e deve fechar acima de 35% neste ano. A produção de petróleo principal fonte de riqueza local e que livra o país de ser uma Bolívia piorada caiu 5% neste ano em razão dos problemas estruturais. Não bastasse o colapso econômico, Chávez tem atacado a liberdade de imprensa e os diretos individuais, garantidos pela Constituição venezuelana. Mas ele não parece estar preocupado com isso. Pouco tempo atrás, mandou exumar o corpo de Simón Bolívar, o herói da independência, para provar que ele foi assassinado. Mandou também estatizar redes de supermercados e siderúrgicas. Nem os hotéis escaparam. Quem hoje decidir se hospedar em algum hotel Hilton na Venezuela, estará, na verdade, em uma unidade do Hotel Bolivariano Hugo Chávez. Segunda-feira, Setembro 20, 2010
Manchetes de segunda, 20/09 - Globo: Denúncia de favorecimento na Casa Civil derruba diretor dos Correios - Folha: Planalto manda TV estatal filmar comícios de Dilma - Estadão: Após denúncia, Correios anunciam demissão de diretor - JB: Hotéis do Rio entre os mais caros do mundo - Correio: Caso Erenice: a sangria não para - Valor: Obras atrasam, mas ferrovia já transporta 8% das cargas - Estado de Minas: Minério faz preço de terra triplicar no norte de Minas - Jornal do Commercio: Nordeste em debate - Zero Hora: Caso Erenice tem hoje sua quarta demissão Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 20 de setembro Em 1897 nasce Humberto de Alencar Castello Branco, presidente do Brasil. Em 1519 Fernão de Magalhães começa a primeira viagem de circunavegação da Terra. Em 1905 Tramway Light and Power Company ganha concessão para fornecer luz ao Rio de Janeiro. Em 1934 nasce a atriz italiana Sofia Loren. Em 1946 ocorre o I Festival Cinematográfico de Cannes. Em 1971 morre George Seferis, escritor e diplomata grego, prêmio Nobel de Literatura em 1963. Em 1975 morre Saint-John Perse, escritor francês, Prêmio Nobel em 1960. Em 1977 morre o compositor Joubert de Carvalho. Em 1990 são unificadas as Alemanhas Oriental e Ocidental. Fonte: Opinião e Notícia Sábado, Setembro 18, 2010
A implosão da Ministra-bomba por Paulo Renato Souza Lula mandou implodir sua mulher-bomba, a ministra Erenice Guerra, antes que as novas denúncias contra a chefe da Casa Civil explodissem a candidatura de Dilma Roussef; de quem Erenice foi braço direito por oito anos seguidos. O presidente não foi movido por nenhuma conversão súbita aos princípios republicanos e sim por pesquisas internas. Estas já vinham indicando que a transformação da Casa Civil em um balcão de negócios a serviço do lobby articulado por Erenice estava fazendo estragos na candidatura de sua favorita. O presidente percebeu que era nitroglicerina pura a nova denúncia divulgada pela Folha, segundo a qual a “troupe” articulada em torno da “empresa “capital” – Israel Guerra (filho da ministra demitida), Vinícius Castro (funcionário da Casa Civil até segunda-feira) e mesmo a ex-ministra Erenice – queria achacar R$ 450 milhões de uma empresa que pleiteava empréstimos do BNDES para um projeto de energia solar. Segundo o autor da denúncia, o consultor Rubnei Quícolli, os lobistas queriam ainda cinco milhões de reais para a campanha de Dilma; a título de contribuição emergencial “para apagar um incêndio da mulher de ferro” Dificilmente a amputação do braço direito de Dilma terá o condão de encerrar a crise instalada na Casa Civil - essa “Casa dos Horrores” do Governo Lula, palco de tantos escândalos. No caso do “Erenicegate”, tende a ser inútil o esforço de Dilma de se descolar de quem até a semana passada era sua alma gêmea. Há um fato inconteste: foi instalado na Casa Civil um lobby que fazia tráfico de influência debaixo da barba do presidente Lula e do nariz da então ministra Dilma. Quer dizer que os dois não perceberam a ação da quadrilha que operava ao lado de seus gabinetes? O presidente e sua candidata devem explicações aos brasileiros. Da ex-ministra Dilma exige-se uma resposta de como foi possível ela indicar uma pessoa como Erenice para ser sua substituta na Casa Civil. É inimaginável supor que faltou a Dilma argúcia para perceber o que ocorria debaixo de seu nariz. Se foi assim, tanto pior. Isto seria o maior atestado do seu despreparo para o exercício da presidência da República. E se ela sabia das estripulias de sua secretária-executiva, por que não tomou as devidas providências? Para a candidata petista, há apenas uma tênue linha de defesa: dizer que não percebeu nada porque quando os escândalos ocorreram, no segundo semestre do ano passado – ela e Lula estavam correndo o Brasil para fazer campanha eleitoral antecipada. Bom, mas isto seria a confissão de que, por causa do projeto político-eleitoral do lulopetismo, a então ministra deixou a Casa Civil entregue às baratas. Ou melhor, aos ratos. Quanto ao presidente da República, são procedentes as questões levantadas pelo colunista Fernando de Barros Silva: “não é plausível que Lula ignorasse a parentada pendurada no Estado que a titular da Casa Civil trazia a tiracolo. Onde estava o serviço de inteligência do Planalto, ocupado com dossiês a respeito de quem?” Lula e Dilma protegeram Erenice Guerra até o limite do limite. A blindagem deu à ministra-chefe da Casa Civil a sensação de contar com santos protetores fortíssimos. Ao ponto de se sentir respaldada para divulgar uma nota, em papel timbrado da presidência da República, com acusações absurdas a José Serra. Agora está claro quem é a figura aética nesta história toda. Como sua cabeça foi para a degola, o lulo-petismo rapidamente mudou o discurso. Passou a tratar o escândalo como caso afeto apenas à ex-ministra e seus filhos, sem nenhuma conexão com o Partido dos Trabalhadores, com a candidatura de Dilma ou mesmo com o governo. De repente, Erenice virou uma “estranha no ninho”, como se nunca tivesse tido relações umbilicais com o PT e com Dilma. A ministra degolada é petista de longa data. Vem da militância sindical, trabalhou na liderança do Partido dos Trabalhadores na Câmara Federal, quando especializou-se em produzir e vazar dossiês contra desafetos do PT. Suas relações com Dilma vêm desde o governo de transição. As duas tornaram-se parceiras quando Dilma assumiu o Ministério de Energia e viraram almas gêmeas com a ascensão de Dilma Roussef, após a queda de José Dirceu, na Casa Civil. No segundo órgão mais importante do Poder Executivo, Erenice foi o braço operativo da ministra Dilma, até mesmo nas missões mais “espinhosas”, como no episódio do dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique. Difícil supor que o tráfico de influência articulado pela ex-ministra tinha por objetivo exclusivo o enriquecimento dos membros da quadrilha. Alguém é ingênuo ao ponto de acreditar que os R$ 450 milhões de reais cobrados destinavam-se tão-somente ao enriquecimento do clã de Erenice? É claro que parte substantiva deste jabaculê seria destinada “ à causa,” o que seria roubo de dinheiro público do mesmo jeito. A própria Erenice disse que a propina cobrada para a intermediação de um contrato de uma empresa de transportes aéreos com os Correios destinava-se a “saldar compromissos políticos assumidos”. Certamente um destes compromissos era “apagar um incêndio da mulher de ferro”, através da “contribuição” Compulsória de cinco milhões de reais, pela empresa que pleiteava um empréstimo do BNDES. Ou seja, é lícito roubar o dinheiro público, o seu o meu, o do povo brasileiro, para fins políticos? De onde vem essa ética pública? Qual o código moral que serve de base a tão estapafúrdia declaração? É irrelevante saber se a candidatura de Dilma deixará de sangrar, com a implosão da Ministra-bomba do Governo Lula. Isto não é o mais importante. O que está em jogo é qual o Brasil que vem sendo construído pelo lulo-petismo, onde a promiscuidade entre o público e o privado é total, graças aos petistas incrustados na máquina do Estado. Esta conta será cobrada. E quem irá pagá-la serão os brasileiros, especialmente os mais pobres que arcam com maior carga tributária, as grandes vítimas do balcão de negócios instalado na Casa Civil pelo lulopetismo. Link Manchetes de sábado, 18/09 - Globo: Só agora o governo vai punir Erenice por não revelar bens - Folha: Filho de Erenice 'nomeou' amigos para a pasta de Dilma - Estadão: Comissão de ética só agora pune Erenice por esconder parentes - JB: TRE retira 4,5 toneladas de placas ilegais por dia - Correio: Planalto tenta apagar os vestígios de Erenice - Estado de Minas: Mineiros são os que menos têm filhos depois de cariocas - Jornal do Commercio: Preço do lixo acima dos limites do TCE - Zero Hora: Liminar cria impasse no uso de viaturas e expõe conflito na BM Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 18 de setembro Em 1739, o dramaturgo Antônio José da Silva é morto pela Inquisição. Em 1892, é inaugurada a primeira linha telefônica interurbana, entre Nova York e Chicago. Em 1893, morre Charles Gounod, compositor francês, autor da “Ave Maria”. Em 1915 nasce Grande Otelo, ator, cantor e compositor brasileiro. Em 1926, nasce o cantor e compositor americano, Chuck Berry. Em 1931, morre Thomas Edison, inventor. Em 1956, morre Roquette Pinto, médico, professor, antropólogo e ensaísta brasileiro, considerado o pai da radiofusão no Brasil. Em 1978, morre Zbigniew Mariam Ziembinski, ator e diretor de teatro. Fonte: Opinião e Notícia Sexta-feira, Setembro 17, 2010
Manchetes de sexta, 17/09 - Globo: Denúncia que atinge campanha de Dilma faz Lula tirar Erenice - Folha: Novas acusações derrubam ex-braço direito de Dilma - Estadão: Escândalo na Casa Civil cresce e derruba Erenice - JB: Cabral diz que tráfico armado vai ser extinto - Correio: Erenice cai e leva sua turma - Valor: Menor diferença de salário desestimula a rotatividade - Jornal do Commercio: Escândalo derruba chefe da Casa Civil - Zero Hora: Lula demite ministra para proteger Dilma Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 17 de setembro Em 1787 é assinada a Constituição Americana. Em 1843 é inaugurada a Universidade do Chile. Em 1946 é aprovada a 5ª Constituição Brasileira. Em 1947 o primeiro avião supersônico é apresentado em público nos EUA. Em 1978 representantes de Israel, EUA e Egito se reúnem em Camp David para assinar tratado de paz no Oriente Médio. Fonte: Opinião e Notícia Quarta-feira, Setembro 15, 2010
Manchetes de quarta, 15/09 - Globo: Dirceu: PT terá mais poder com Dilma do que com Lula - Folha: Caso Erenice põe o governo na ofensiva e partidos batem boca - Estadão: Lula comanda reação do govemo para blindar Erenice - Correio: Diferentes nas ideias, iguais nos ataques - Valor: Fundo Soberano pode ser 2º maior acionista da Petrobras - Estado de Minas: Minas tem 62 cursos de pós-graduação de nível internacional - Jornal do Commercio: Menos famintos pelo Mundo - Zero Hora: Maior apreensão de cocaína em 17 anos atinge tráfico no RS Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 15 de setembro Em 1890 nasce a escritora Agatha Christie. Em 1938 nasce a escritora brasileira Lya Luft. Em 1971 é fundado o Greenpeace. Fonte: Opinião e Notícia Terça-feira, Setembro 14, 2010
Segunda-feira, Setembro 13, 2010
ESTADÃO 13/09/2010 A democracia e as oposições por Denis Lerrer Rosenfield Os prognósticos são de uma vitória avassaladora da aliança governamental, capitaneada pelo PT e pelo PMDB. A eleição presidencial está praticamente decidida, salvo se houver algum fato novo que prejudique seriamente a candidatura Dilma. O episódio da Receita Federal, embora grave do ponto de vista da cidadania, não terá efeito eleitoral forte se não atingir um grão-petista diretamente envolvido na campanha presidencial. Não parece ser esse o caso mais provável. No que diz respeito à representação parlamentar, as oposições certamente perderão posições. O caso mais emblemático é o do Senado, onde lideranças oposicionistas encontram dificuldades para a reeleição, disputando, acirradamente, a segunda posição. Se esses prognósticos se confirmarem, torna-se evidente o enfraquecimento das oposições. Poder-se-ia dizer que elas estariam arrasadas, colocando o problema de uma revisão de suas posições e, mais concretamente, de uma eventual reconfiguração partidária. LEIA MAIS Manchetes de segunda, 13/09 - Globo: Filho de ex-braço direito de Dilma trabalhou no governo - Folha: Dilma se distancia de Erenice e chama Serra de caluniador - Estadão: Irmã de ministra deu aval a contrato sem licitação com governo - JB: Tiroteio de ‘balas de prata’ na reta final - Correio: Onde estão os altos salários do setor privado - Valor: Atraso em linhões afeta geradoras e consumidor - Estado de Minas: PF teme aliança entre tráfico mineiro e morros cariocas - Jornal do Commercio: O inferno coral - Zero Hora: Nova denúncia acirra o confronto entre Dilma e Serra Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 13 de setembro Em 1906 Santos Dumont realiza, em Bagatelle, a primeira decolagem em público. Em 1959 o foguete soviético Lunik 2 alcança a superfície da Lua. Em 1966 é criado o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS. Em 1993 morre Austregésilo de Athayde, jornalista, escritor e presidente da Academia Brasileira de Letras. Em 1993 Yizhak Rabin e Yasser Arafat assinam, em Washington, declaração de autonomia para Gaza e Jericó. Fonte: Opinião e Notícia Sábado, Setembro 11, 2010
Manchetes de sábado, 11/09 - Globo: Serra: Lula ‘deixa roubar' e Dilma é 'envelope fechado' - Folha: Governador do Amapá e antecessor são presos - Estadão: PF prende políticos aliados de Lula e Sarney no Amapá - Correio: Oito anos de prisão para quem fraudar concurso - Estado de Minas: MP quer obrigar pichador a indenizar pelo prejuízo - Jornal do Commercio: Governador do Amapá e mais 17 pessoas presos - Zero Hora: Operação antifraude prende governador do Amapá e mais 17 Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 11 de setembro Em 1733 morre François Couperin, compositor francês. Em 1891 morre Antero de Quental, escritor português. Em 1885 nasce D. H. Lawrence, escritor inglês. Em 1903 nasce Theodor Adorno, filósofo alemão. Em 1911 é inaugurado o Teatro Municipal de São Paulo. Em 1968 é lançada a revista “Veja”. Em 1971 morre o ex-mandatário supremo da URSS, Nikita Kruschev. Em 1973 Salvador Allende é morto durante o golpe de estado que instituiu o regime militar de Pinochet no Chile. Em 2001 acontecem os atentados terroristas ao World Trade Center, nos Estados Unidos. Fonte: Opinião e Notícia Sexta-feira, Setembro 10, 2010
ESTADÃO 09/09/2010 E d i t o r i a l Como nunca antes neste país Tão profícua tem sido a atuação do presidente Lula na desmoralização das mais importantes instituições do Estado brasileiro, que se torna missão complexa avaliar o que efetivamente tem sido realizado nesse campo, aí sim como nunca antes neste país. Como a lista é longa, melhor ficar nos exemplos mais notórios. O presidente Lula desmoralizou o Congresso Nacional ao permitir que o então chefe de seu Gabinete Civil, o trêfego José Dirceu, urdisse e implantasse um amplo esquema de compra de apoio parlamentar - o malfadado mensalão. Essa bandidagem custou ao chefe da gangue o cargo de ministro. Mas seu trânsito e influência dentro do governo permanecem enormes, com a indispensável anuência tácita do chefão. CONTINUE SUA LEITURA Segunda-feira, Setembro 06, 2010
A ditadura Dilma Por Guilerme Fiuza, Revista Época A opinião pública brasileira chegou a um estado inédito de letargia. Do alto de seus quase 80% de aprovação, Lula pode dizer qualquer coisa. O bom entendedor está arrepiado. Em sua excitação de Midas eleitoral, com a candidata fantasma disparando nas pesquisas, o presidente fala pelos cotovelos – e seus cotovelos andam dizendo barbaridades. A mais grave delas, para variar, passou despercebida. Reclamando do Senado Federal, que lhe foi menos servil do que ele desejava, Lula anunciou: “Penso em criar um organismo muito forte, juntando todas essas forças que nos apóiam, para que nunca mais a gente possa permitir que um presidente sofra o que eu sofri”. A declaração feita num palanque em Recife, onde o presidente tornou-se uma espécie de semideus, é um escândalo. Ou melhor: seria um escândalo, se o Brasil não vivesse nesse atual estado de democracia anestesiada. Lula está anunciando um “organismo” político para neutralizar o Congresso Nacional. É o presidente da República, de viva voz, avisando que as regras da democracia não servem mais. Quer usar a ligação direta com as massas para enquadrar o Senado. O mais famoso autor de uma idéia desse tipo foi o führer Adolf Hitler. Se o Brasil não estivesse imerso no sono populista, Lula teria que ser convocado imediatamente ao Congresso para explicar que “organismo” é esse. As cartas estão na mesa, e são claras. Todas as tentações autoritárias da esquerda S.A. estão fervilhando com a disparada de Dilma, a candidata de proveta, na corrida presidencial. Chegou a hora de submeter o Congresso, a imprensa e as leis à República dos companheiros. Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou: está sendo urdida uma força para-estatal para dar poderes especiais ao governo Dilma. A vitória no primeiro turno seria o passo inicial do arrastão. Depois viria a Constituinte petista, com a enxurrada de “controles sociais” e “correções democráticas” que o país já viu sair das conferências xiitas bancadas por Lula. Brasil, divirta-se com a brincadeira de votar na mamãe. Depois comporte-se, porque o organismo vem aí. Fonte: Blog do Fiuza, Época 06/09/2010 Atentado à democracia Por Moacyr Góes A quebra do sigilo fiscal da filha do candidato José Serra e de integrantes da oposição é de extrema gravidade. É um crime que revela tanto uma política de assalto às instituições do Estado de Direito como, por consequência, um desprezo profundo pela democracia por parte daqueles que deveriam garantir os direitos do cidadão. Pois o Estado existe para garantir a ordem e os direitos. Quando um indivíduo, seja o humilde Francenildo ou a filha do Serra, é covardemente agredido pelo Estado, todos nós estamos sendo aviltados. Sim, foi o Estado aparelhado quem perpetrou o crime e isso é também da ordem da política. É um crime político. CONTINUE SUA LEITURA Manchetes de segunda, 06/09 - Globo: Sigilo de tucano foi quebrado em MG por outro filiado ao PT - Folha: Dado de vice tucano foi aberto por petista em MG - Estadão: Violador de IR de tucano em Minas também é filiado ao PT - JB: Eleitor passa ao largo da crise do sigilo fiscal - Correio: Metade dos brasilienses não assiste ao horário político - Valor: Varejo prevê alta de até 30% nas vendas de Natal - Jornal do Commercio: Vitória suada e show da torcida - Zero Hora: Justiça busca dar pai a 200 mil gaúchos Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 06 de setembro Em 1522 o navegador Juan Sebastián Elcano e outros dezesseis espanhóis, únicos sobreviventes da expedição de Fernão de Magalhães, completam a primeira volta ao mundo da história. Em 1897 nasce Di Cavalcanti, pintor brasileiro. Em 1901 o presidente dos Estados Unidos William B. McKinley foi morto por um tiro do anaquista Leon Czolgosz. Em 1922, dá-se a oficialização do Hino Nacional Brasileiro, de autoria de Joaquim Osório Duque Estrada. Em 1991 o novo Conselho de Estado da URSS reconhece a independência das três repúblicas bálticas Estônia, Letônia e Lituania. Em 1998 morre Akira Kurosawa, cineasta japonês. Em 2007 morre Luciano Pavarotti, tenor italiano. Fonte: Opinião e Notícia Sexta-feira, Setembro 03, 2010
Quinta-feira, Setembro 02, 2010
Manchetes de quinta, 02/09 - Globo: Fraudes em série levam à quebra do sigilo fiscal da filha de Serra - Folha: Sigilo fiscal da filha de Serra foi violado com procuração falsa - Estadão: Receita tentou abafar violação do sigilo fiscal da filha de Serra - JB: Estado do Rio recicla apenas 3% do seu lixo - Correio: Agnelo lidera corrida ao Buriti - Valor: Importação do país cresce mais que a da China - Jornal do Commercio: Assaltos com bombas - Zero Hora: Documento falso é usado para quebrar sigilo da filha de Serra Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 02 de setembro Em 1945 o Japão assina formalmente o tratado de rendição que dá fim à Segunda Guerra Mundial. Em 1968 o deputado Márcio Moreira Alves faz polêmico discurso contra o regime militar no Brasil. Em 1969 Len Kleinrock, um engenheiro da Universidade da Califórnia, começava os testes de um protótipo do que se tornaria a internet. Fonte: Opinião e Notícia REVISTA VEJA 02/09/2010 Sem perdão por J.R. Guzzo O que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso poderia ter feito de tão ruim assim em sua vida, pública ou particular, para ser tão malquisto nessa escura nebulosa que é o mundo político brasileiro? O fato é conhecido já faz bom tempo, mas tende a ficar mais evidente em épocas de campanha eleitoral. Seus adversários, no PT e no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tentam demonstrar diariamente que Fernando Henrique continua sendo, oito anos após deixar a Presidência, o inimigo número 1 do povo brasileiro. Quase todos os que deveriam estar do seu lado fazem tudo o que podem para esconder que têm, ou tiveram, alguma coisa em comum com ele, qualquer que seja. Por que isso? A hipótese mais provável é talvez a mais simples: o que não se perdoa ao ex-presidente é o seu sucesso. O Brasil, por força de teimosa tradição, em geral não convive bem com o êxito; na célebre defi nição do compositor Tom Jobim, sucesso, por aqui, é “insulto pessoal”, tanto para inimigos como para amigos de ocasião. Em vez de admiração, provoca ressentimento. Em vez de afeto, atrai inimizades. Produz inveja, despeito, rancor, mesquinharia – enfim, põe em modo operacional toda uma coleção de traços que estão entre os menos atraentes da personalidade humana. Falar mal de Fernando Henrique Cardoso tornou-se, ao longo dos últimos anos, um esporte nacional, sobretudo entre o que se chama de “elite brasileira”. É um dos passatempos preferidos da maioria dos nossos mais lustrosos capitães de indústria (ou de comércio, ou de finanças), fornecedores do estado ou empreiteiros de obras públicas – algo que transparece, aliás, nas doações de quase 45 milhões de reais feitas entre janeiro e julho para a candidatura oficial, mais do que o dobro do que se deu à oposição. A popularidade do ex-presidente é igualmente baixa entre os colossos do nosso mundo político, a começar pelos que têm as quilometragens mais longas, e os prontuários mais grossos, nesse tipo de ocupação. Não gostam dele, de modo geral, professores universitários, cientistas políticos, analistas da imprensa, economistas, grandes vultos da cultura nacional – e possivelmente, como diria a socialite-celebridade Eleonora Rosset, o resto da intelligentsia brasileira, “de Marilena Chaui a Hebe Camargo”. O desapreço por Fernando Henrique, enfim, acabou se tornando um fenômeno interpartidário. Começou com o PT e o “fora FHC”, por questões de estratégia e marquetagem política – era preciso “desconstruí-lo”, pois era ele o inimigo a abater. Com o tempo, os seus próprios aliados passaram a acreditar no que dizia o PT – e, por questões de estratégia e marquetagem política, decidiram afastar-se dele, convencidos de que “FHC custa votos”. Resulta que estamos na terceira campanha eleitoral seguida em que a prioridade do PSDB é fazer de conta que não tem nada a ver com Fernando Henrique. Ele foi o único presidente que o partido elegeu até hoje – já no primeiro turno, por sinal, das duas eleições que disputou. Mas desde janeiro de 2003 não serve mais; tornou-se, politicamente, uma espécie de portador de doença contagiosa. Os pecados dos quais Fernando Henrique é acusado pelos que sempre foram seus inimigos políticos e pelos que deixaram de ser amigos são numerosos demais para caber numa mera página de revista. Há alguma coisa errada no Brasil? Deu problema? Está com defeito? A culpa é dele, e ainda não deu tempo para consertar. Entende-se melhor o espírito da coisa quando se verifica que a acusação talvez mais repetida descreve o ex-presidente como “arrogante” ou “vaidoso” – uma escolha realmente infeliz de palavras, pois comparado ao seu sucessor nesse quesito, justo nesse, o homem chega a parecer um monge trapista. Mais que tudo, porém, foi vendida e comprada a lenda segundo a qual ele deixou o país “em ruínas” e passou uma “herança maldita” para o presidente atual. Mas o que aconteceu no mundo dos fatos foi exatamente o contrário. A verdade é que pouco do que existe de positivo no Brasil de hoje não está ligado, de alguma forma, aos dois períodos de Fernando Henrique na Presidência. Não é preciso complicar as coisas. Foi seu governo que finalmente encarou e venceu a inflação no Brasil – ou teria sido algum outro? Em cima desse alicerce, no qual não se mexeu em nada, foi construída a casa que está de pé até hoje, a começar pelos aumentos reais de renda que tiraram milhões de brasileiros da pobreza e que agora são descritos como a maior conquista da história nacional. Para isso não há perdão. Quarta-feira, Setembro 01, 2010
Manchetes de quarta, 01/09 - Globo: Lula deixa para o sucessor orçamento com mais gastos - Folha: Dado da filha de Serra foi acessado na Receita - Estadão: Governo usa 'truques' para garantir meta de contas públicas - Correio: TSE também nega registro a Roriz - Valor: Vendas ao McDonald's abrem mercados da Ásia à Marfrig - Estado de Minas: Mineiros ameaçados pelos coiotes devem ter proteção federal - Jornal do Commercio: Clonagem de cartões bancava vida de luxo - Zero Hora: Candidatos a vice são escalados para elevar o tom da campanha Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 01 de setembro Em 1159 morre o papa Adrian IV, o único papa inglês. Em 1843, dá-se o lançamento da revista The Economist. Em 1886 nasce Tarsila do Amaral, pintora modernista brasileira Em 1904, é fundado o Estado do Líbano. Em 1939, a Alemanha invade a Polônia e dá início à Segunda Guerra Mundial. Em 1969, o Jornal Nacional, da Rede Globo, entra no ar pela primeira vez. Em 1970, morre Francois Mauriac, escritor frances, Prêmio Nobel de 1952. Em 1971, o Emirado de Qatar se declara independente. Em 1981, três empresas do grupo Diários Associados têm a falência decretada: Diário da Noite, Diário de São Paulo e Rádio Difusora. Fonte: Opinião e Notícia Manchetes de terça, 31/08 - Globo: Previdência: Planalto teme prejuízo eleitoral com debate - Estadão: Após freada, mercado espera reação do PIB no 3º trimestre - Correio: TSE decide hoje se Roriz é ficha suja - Valor: Fundos imobiliários deslancham - Jornal do Commercio: Júri começa tenso - Zero Hora: Bolsa-infrator reduz a volta de jovens ao crime no Estado Fonte: Blog do Josias Aconteceu em 31 de agosto Em 1867 morre Baudelaire, poeta francês. Em 1973 morre John Ford, cineasta americano. Em 1990 é assinado tratado em Berlim que unifica as duas Alemanhas. Em 1997 morre a princesa Diana, da Inglaterra. Fonte: Opinião e Notícia
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